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Nansen participa de projeto de mobilidade elétrica da UFMG

Pesquisa propõe implementação de frota de ônibus elétricos para circular na universidade




Nansen participa de projeto de mobilidade elétrica da UFMG




14/10/2019

A Cemig selecionou, em chamada lançada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) um projeto de mobilidade elétrica da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) que conta com a participação da Nansen. No total, vinte propostas foram inscritas, e três selecionadas – duas da UFMG e uma da Pontifícia Universidade Católica (PUC).

O vencedor, Veículo elétrico com cargas rápidas regulares (eCaRR) em BRTs: projeto piloto para demonstração e avaliação de tecnologias, foi proposto pelo Laboratório Tesla, do Departamento de Engenharia Elétrica da UFMG. Os pesquisadores propõem a circulação de três ônibus elétricos no campus Pampulha.

A Nansen participa do projeto com o fornecimento das estações de recarga para os veículos. Outras parceiras são a Iveco, fabricante de ônibus e caminhões, e a Concert, que será responsável pelo sistema de monitoramento dos veículos.

Entenda o projeto de mobilidade elétrica da UFMG

Historicamente, o transporte público com veículos elétricos não é novidade em Belo Horizonte. No século XX, a cidade foi abastecida, em momentos diferentes, por bondes e trólebus, até a implementação do sistema de pneus de borracha a diesel – os tradicionais ônibus. Essas mudanças aconteceram porque a indústria nacional não conseguia suprir as demandas de fabricação e manutenção das frotas de bondes e trólebus. Por causa disso, os pesquisadores do Laboratório Tesla se viram diante de um desafio: trabalhar com uma tecnologia plenamente viável para a produção nacional e que, ao mesmo tempo, pudesse atender cidades com terreno acidentado, como é o caso de Belo Horizonte.

A solução para o problema foi otimizar as baterias de veículos elétricos. A proposta dos pesquisadores, coordenados pelo professor Braz de Jesus Cardoso Filho, foi substituir as tradicionais baterias por supercapacitores, que permitem que os veículos transitem com menos energia embarcada.

Entenda o sistema de cargas rápidas regulares

Neste ponto entram os carregadores veiculares produzidos pela Nansen e pela Sanxing. Eles estarão distribuídos pelo campus Pampulha, conectados à rede da Cemig, em pontos de embarque e desembarque de passageiros. O sistema de cargas rápidas regulares – de 20 a 30 segundos – permite uma maior eficiência dos ônibus elétricos, sem que os veículos precisem ficar parados por longos períodos para efetuar o carregamento. 

“Esta solução é especialmente viável para transportes públicos. Ao reduzir o tamanho da bateria, trabalhando com os supercapacitores, é possível otimizar o espaço dos ônibus, aumentando o número de passageiros e diminuindo o custo”, afirma o professor Braz Cardoso Filho. Além disso, A eletrificação das frotas de transporte de passageiros e de cargas tem potencial muito maior do que de veículos de passeio. Afinal, frotas comerciais têm trajeto pré-definido e horários a serem cumpridos, de maneira que toda a rota possa ser pensada a partir da estrutura de recarga.

O coordenador do projeto, Braz Cardoso Filho, compara o sistema à maneira em que são realizados abastecimentos em avião. Por exemplo: uma aeronave tem autonomia de voo de 10 mil quilômetros, mas só vai viajar 500. É colocada a quantidade exata de combustível – com uma margem de segurança – para esta viagem. Depois do primeiro trecho, o avião é reabastecido e segue para o trecho seguinte. Com os ônibus elétricos, o funcionamento é parecido. “O que propomos são recargas rápidas e frequentes, em rotas pré-definidas. Ou seja, os veículos circularão somente com a energia estritamente necessária embarcada”, detalha o professor.

O projeto já está em andamento, de forma exploratória, há cerca de cinco anos, pelo Laboratório Tesla. Ao implementar a rota no campus da UFMG, a ideia é provar de que a utilização de ônibus elétricos em Belo Horizonte é viável. “Uma questão recorrente é a do terreno acidentado da cidade, que demanda um maior gasto de energia dos veículos elétricos”, afirma o professor. A solução primária seria colocar mais baterias – diminuindo o espaço para os passageiros e aumentando o custo da viagem. “Por isso, a ideia dos supercapacitores é interessante: com mais pontos de recarga rápida, é possível transportar o mesmo número de passageiros de um veículo comum. Teríamos menos energia embarcada mas, com uma infraestrutura adequada, as viagens seguiriam tranquilas, especialmente em vias exclusivas, como em corredores BRT (Transporte Rápido por Ônibus)”, detalha o coordenador do projeto.

Carregadores veiculares Nansen e Sanxing

Além dos carregadores para cargas rápidas regulares, como os que participam do projeto de mobilidade elétrica da UFMG, as estações de carregamento da Nansen podem ser instaladas em ambientes externos ou internos, com fixação em parede ou base no chão. Alguns modelos permitem o carregamento de até dois carros e aceitam cartões de débito e de crédito para pagamento imediato da carga. Os modelos vão desde o uso residencial, como o Wall Box 100 – até os MFC 200 e 300/400 Series, indicados para uso comercial.  Conheça nossa linha completa clicando aqui.